A INCORPORADORA é uma empresa com fins lucrativos que negocia unidades autônomas de um determinado empreendimento em construção. Neste caso, quando se adquire uma unidade de um determinado empreendimento se estabelece um CONTRATO DE COMPRA E VENDA entre as partes e a incorporadora se responsabiliza juridica e tecnicamente pelo resultado final do empreendimento ( a entrega do empreendimento e suas respctivas unidades habitacionais ou comerciais)após o habite-se. Uma ASSOCIAÇÃO, é uma instituição prevista em lei sem fins lucrativos que organiza e administra um grupo de associados que são os incorporadores e juntos empreendem um determinado imóvel. Neste caso não existe relação de compra e venda e consequentemente de consumo, ou seja, uma associação não vende um empreendimento para um comprador, e sim os seus associados constroem, viabilizam um empreendimento. A propriedade do imóvel pertence a seus associados. Desta forma, uma incorporadora visa obter lucro com o seu empreendimento, desenbolsa recursos próprios antecipadamente ou faz captação destes recursos no sistema bancário e estes custos são repassados aos compradores o que aumenta significativamente o preço final da unidade adquirida.
Em ambos os sistema não é permitido pela legislação a cobrança de indexadores financeiros durante a fase construtiva, ou seja, somente é permitida a atualizaçao dos preços do contrato firmado por correção dos indices da construção civil, quais sejam, o CUB (CUSTO UNITÁRIO BASICO DA CONSTRUÇÃO CIVIL- CORRESPONDENTE A UMA CESTA DE MATERIAIS, INSUMOS E MÃO DE OBRA DA REGIÃO- ATUALIZADOS MENSALMENTE) ou INCC ( INDICE NACIONAL DA CONSTRUÇÃO CIVIL- TAMBÉM COSNTITUIDO PELA VARIAÇÃO DOS CUSTOS DA CONSTRUÇÃO EM NIVEL NACIONAL) Muitas incorporadoras ou construtores independentes todavia, cobram juros antes da entrega da obra ( 1,00 ou 1,5% ao mês mais um fator de correção TR, IGPM etc) o que é ilegal e lesivo, podendo ser contestados juridicamente. O que os incoproradores e construtores independentes podem é atualizar os preços das unidades não comercializadas mediante a atualização das suas tabelas de vendas.
Somente com este comparativo chega-se a conclusão das vantagens comparativas entre a compra de um imóvel diretamente de um incorporador e através de uma entidade com finalidade específica ( associação)desde que, evidentemente, o aderente a uma associação possua capacidade financeira de arcar com os desembolsos mensais programados para a consecução dos objetivos da associação. Que vale a pena, vale, e muito!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
CAIXA AUMENTA RECURSOS PARA FINANCIAMENTOS IMOBILIÁRIOS
Orçamento do banco estatal para financiar a compra de imóveis vai ser revisto a cada trimestre
A Caixa Econômica Federal começa o ano com R$ 50 bilhões disponíveis para o financiamento de imóveis. E esse valor ainda pode subir nos próximos meses, pois o banco estatal pretende rever trimestralmente a meta para o setor de habitação para melhor atender a demanda do mercado.
No início de 2009, a meta da Caixa era terminar o ano com R$ 23 bilhões emprestados para a aquisição de imóveis residenciais, mas chegou a dezembro com o volume recorde de R$ 47,05 bilhões, um crescimento de 102% em relação ao ano anterior.
Para o vice-presidente de governo da Caixa, Jorge Hereda, a meta inicial de 2010 certamente será superada porque o ano já começou aquecido. De acordo com Hereda, este mês, o site da Caixa tem registrado uma média de 145 mil simulações de financiamento por dia, número que só perde para o período de lançamento do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, em abril e maio do ano passado, que teve 164 mil simulações por dia.
No ano passado, a Caixa financiou a aquisição de 896.762 imóveis em todo o País, dos quais 467.143 são unidades novas. Quanto à origem dos recursos, 51% vieram do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 47% do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), 1% da linha de FGTS para a compra de material de construção e 1% de outras fontes.
Segundo Hereda, a participação da Caixa no mercado de financiamento imobiliário passou de 50% em 2008 para 71% em 2009. As outras instituições financeiras reduziram as operações nessa área por causa do crise econômica internacional. “Mas se esse market share for mantido, há um problema no mercado, pois não é bom apenas uma instituição financiar a habitação no País”, diz.
Para o estado de São Paulo, a expectativa inicial para empréstimo é um montante de mais de R$ 12 bilhões. “Fechamos com R$ 12,2 bilhões em 2009 e desse patamar é que vamos partir neste ano”, afirma Valter Nunes, superintendente regional paulista da Caixa. Em 2008, volume de recursos emprestados para a compra da casa própria foi de R$ 6,54 bilhões.
No ano passado, 181.217 imóveis foram financiados, sendo que o FGTS participou de 67.185 contratos, um valor total de R$ 4,6 bilhões. Os recursos da poupança (SBPE) somaram R$ 6,4 bilhões para 96.134 unidades. Já 17.898 imóveis utilizaram outras formas de recurso e totalizaram R$ 976 milhões.
A taxa de inadimplência ficou em 1,4% dos contratos ativos em dezembro. Em outubro, esse índice era de 2,1%. “Quando mais a carteira cresce, menor é a taxa de inadimplência. Mas acreditamos que 2% é um índice aceitável pela Caixa”, afirma o vice-presidente de governo do banco.
Programa
A Caixa também tem a meta de chegar a 1 milhão de imóveis financiados pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, patamar estabelecido no lançamento do programa em abril do ano passado pelo governo federal. Em 2009, foram 275.528 contratos fechados, um total de R$ 14,08 bilhões em crédito. “Até maio teremos propostas suficiente para atingir essa meta”,diz Hereda.
A Caixa recebeu 656.368 propostas de unidades para serem incluídas no programa em todo o País, o que soma um valor de R$ 39,08 bilhões. Dessas, há 294.338 em prospecção. A maior parte é para o público com renda entre zero e três salário mínimos.
*com informações publicadas no Jornal da Tarde
A Caixa Econômica Federal começa o ano com R$ 50 bilhões disponíveis para o financiamento de imóveis. E esse valor ainda pode subir nos próximos meses, pois o banco estatal pretende rever trimestralmente a meta para o setor de habitação para melhor atender a demanda do mercado.
No início de 2009, a meta da Caixa era terminar o ano com R$ 23 bilhões emprestados para a aquisição de imóveis residenciais, mas chegou a dezembro com o volume recorde de R$ 47,05 bilhões, um crescimento de 102% em relação ao ano anterior.
Para o vice-presidente de governo da Caixa, Jorge Hereda, a meta inicial de 2010 certamente será superada porque o ano já começou aquecido. De acordo com Hereda, este mês, o site da Caixa tem registrado uma média de 145 mil simulações de financiamento por dia, número que só perde para o período de lançamento do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, em abril e maio do ano passado, que teve 164 mil simulações por dia.
No ano passado, a Caixa financiou a aquisição de 896.762 imóveis em todo o País, dos quais 467.143 são unidades novas. Quanto à origem dos recursos, 51% vieram do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 47% do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), 1% da linha de FGTS para a compra de material de construção e 1% de outras fontes.
Segundo Hereda, a participação da Caixa no mercado de financiamento imobiliário passou de 50% em 2008 para 71% em 2009. As outras instituições financeiras reduziram as operações nessa área por causa do crise econômica internacional. “Mas se esse market share for mantido, há um problema no mercado, pois não é bom apenas uma instituição financiar a habitação no País”, diz.
Para o estado de São Paulo, a expectativa inicial para empréstimo é um montante de mais de R$ 12 bilhões. “Fechamos com R$ 12,2 bilhões em 2009 e desse patamar é que vamos partir neste ano”, afirma Valter Nunes, superintendente regional paulista da Caixa. Em 2008, volume de recursos emprestados para a compra da casa própria foi de R$ 6,54 bilhões.
No ano passado, 181.217 imóveis foram financiados, sendo que o FGTS participou de 67.185 contratos, um valor total de R$ 4,6 bilhões. Os recursos da poupança (SBPE) somaram R$ 6,4 bilhões para 96.134 unidades. Já 17.898 imóveis utilizaram outras formas de recurso e totalizaram R$ 976 milhões.
A taxa de inadimplência ficou em 1,4% dos contratos ativos em dezembro. Em outubro, esse índice era de 2,1%. “Quando mais a carteira cresce, menor é a taxa de inadimplência. Mas acreditamos que 2% é um índice aceitável pela Caixa”, afirma o vice-presidente de governo do banco.
Programa
A Caixa também tem a meta de chegar a 1 milhão de imóveis financiados pelo programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, patamar estabelecido no lançamento do programa em abril do ano passado pelo governo federal. Em 2009, foram 275.528 contratos fechados, um total de R$ 14,08 bilhões em crédito. “Até maio teremos propostas suficiente para atingir essa meta”,diz Hereda.
A Caixa recebeu 656.368 propostas de unidades para serem incluídas no programa em todo o País, o que soma um valor de R$ 39,08 bilhões. Dessas, há 294.338 em prospecção. A maior parte é para o público com renda entre zero e três salário mínimos.
*com informações publicadas no Jornal da Tarde
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
AVALIAÇÕES IMOBILIÁRIAS - DIFICULDADES
CURITIBA, E TALVEZ TODAS AS GRANDES CIDADES DO PAÍS, DE ACORDO COM CONTATOS COM CORRETORES DE OUTRAS LOCALIDADES, ESTA VIVENCIANDO UMA SITUAÇÃO EXTREMAMENTE DIFÍCIL QUANTO À AVALIAÇÃO DE IMÓVEIS USADOS. ISTO DECORRE DA FRANCA EVOLUÇÃO E DA DINÂMICA DO MERCADO, MAS ESPECIALMENTE DA FALTA DE CRITÉRIOS CORRETOS DE ALGUMAS IMOBILIÁRIAS E CORRETORES QUE, NO AFÃ DE "CONQUISTAR" O CLIENTE VENDEDOR, INFLACIONA O PREÇO DA AVALIAÇÃO E TRANSMITE A FALSA IMPRESSÃO AO VENDEDOR DE QUE SEU IMÓVEL VALE MAIS DO REALMENTE O MERCADO ESTÁ DISPOSTO A PAGAR. COM ESTA ATITUDE ENCONTRA DIFICULDADE DE VENDE-LO PELO VALOR SUGERIDO E RECEBE PROPOSTAS DE CLIENTES INTERESSADOS POR VALORES BEM ABAIXO DAQUELE QUE SUGERIU. NORMALMENTE, NESTA SITUAÇÃO, RECEBE UMA NEGATIVA DE ACEITAÇÃO DA PROPOSTA PELO VENDEDOR ALÉM DE TRANSMITIR UMA IMPRESSÃO DE INCOMPETÊNCIA PERANTE OS SEUS DOIS CLIENTES, QUANDO NÃO COLOCA A CULPA NO VENDEDOR PELA SUA "INFLEXIBILIDADE".
A SOLUÇÃO PARA ESTE TIPO DE SITUAÇÃO É O PRÓPRIO VENDEDOR FAZER UMA SONDAGEM PRÉVIA DE QUANTO VALE SEU IMÓVEL, COMPARANDO COM OUTROS IMÓVEIS SEMELHANTES NA MESMA REGIÃO, NO MESMO PRÉDIO SE POSSÍVEL, E COM CARACTERÍSTICAS SEMELHANTES.
DESTA FORMA PODERÁ CONTRAPOR EVENTUAIS AVALIAÇÕES FEITAS POR CORRETORES NÃO PREPARADOS OU QUE SOMENTE DESEJAM CONQUISTAR A ANGARIAÇÃO E DEPOIS TENTAR A CONCORDÂNCIA DO VENDEDOR PELO VALOR EFETIVO DE MERCADO.
TENHO UM AMIGO QUE TEM UMA TÉCNICA INFALÍVEL PARA COMBATER ESTE TIPO DE AVALIAÇÃO: PROPÕEM AO CORRETOR QUE SE NÃO VENDER O IMÓVEL PELO VALOR QUE SUGERIU NUM DETERMINADO PRAZO, A COMISSÃO QUE SERIA PAGA AO CORRETOR SERÁ PAGA PELO MESMO AO VENDEDOR, OU SEJA, INVERTE OS PAPEIS, O CORRETOR PAGA PELA SUA INCOMPETÊNCIA. NORMALMENTE CAEM FORA E NÃO ACEITAM, SE EM CASO CONTRÁRIO,O VENDEDOR PAGARÁ UM ADICIONAL DE COMISSÃO AO CORRETOR SE VENDER PELO VALOR SUGERIDO NO PRAZO ESTABELECIDO ( NORMALMENTE 90 DIAS).
O IMPORTANTE É QUE O CLIENTE VENDEDOR NÃO SE CONSIDERE ESPECIALISTA EM VENDA DE IMÓVEIS E DEIXE QUE O CORRETOR FAÇA UMA AVALIAÇÃO CRITERIOSA E CIENTÍFICA DO SEU IMÓVEL, CONHECENDO PORÉM, BASICAMENTE O MERCADO COMO SUGERIDO ACIMA.
É EXTREMAMENTE DIFÍCIL PARA UM CORRETOR CHEGAR PARA UMA AVALIAÇÃO E ENCONTRAR O PREÇO JÁ FIXADO PELO VENDEDOR, POR AQUILO QUE ELE ACHA QUE VALE PORQUE ALGUÉM FALOU ( A SOGRA, O TIO, O VIZINHO ETC) QUE ESTE É O VALOR. SE ESTIVER CORRETO ACEITO A INCUMBÊNCIA DE VENDER, SE NÃO, DISPENSO E DEIXO PARA OUTRO CORRETOR , POIS MEU TEMPO E DE MEUS CLIENTES SÃO VALIOSOS.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
CONSTRUÇÃO POR EMPREITADA X CONSTRUÇÃO POR ADMINISTRAÇÃO X PREÇO DE CUSTO
A lei 4561 /64 estabeleceu as bases legais para a construção de imóveis na planta: por empreitada e por administração. Por empreitada o incorporador assume todos os riscos do empreendimento. É ele quem determina o preço, estabelece os índices de correção deste preço e sua periodicidade. É portanto, o sistema tradicional de construção adotado pela maioria das construtoras que comercializam seus empreendimentos na planta.
Neste sistema o comprador assume os riscos pelo investimento realizado, pois se o vendedor (construtor) não conseguir viabilizar o empreendimento o investidor corre o risco de perder suas economias investidas no empreendimento.Normalmente as garantias oferecidas pela construtoras são o seu próprio nome ( a tradição, seu conceito etc) as referencias de entrega de outras obras anteriores, ou ainda oferecem um seguro de garantia de entrega, cujos custos, são pagos pelos compradores e não são baratos posto que as seguradoras exigem garantias reais ou de caução.
No sistema por administração a construção é feita por uma construtora contratada pelo proprietário do terreno ou pela própria construtora mediante uma taxa previamente acordada , normalmente de 15% sobre o valor previsto de construção ( materiais e mão de obra) hoje também muito comum. Ocorre entretanto, que ambos os sistemas oferecem riscos. No primeiro, se a construtora quebra, o investidor perde suas economias investidas posto que os recursos pagos foram para o caixa da construtora ou incorporadora e confundiu-se com o seu patrimônio (lembram-se da Encol?).
No segundo os riscos são menores, mas também corre-se o risco da construtora manipular os custos na medida que não há controle externo ou dos compradores sobre estes custos e nem sempre serem as prestações de conta confiáveis.
Para evitar estes inconvenientes o legislador criou a figura do PATRIMONIO DE AFETAÇÃO, ou seja, isolou do patrimônio da construtora/incorporadora os recursos pagos pelos compradores e o empreendimento, ou seja, os mesmos não de confundem com a patrimonio da construtora e são contabilizados em separado através de uma SPE ( Sociedade com Propósito Especifico), inclusive com conta bancária própria e fiscalização de um conselho dos compradores. Ocorre que esta medida não obriga a construtora a adotá-lo, e poucas o fazem.
No sistema PREÇO DE CUSTO, através de associações com propósito especifico ou de cooperativas, as construtoras atuam com meras contratadas, não gerenciando os recursos, nem tampouco tem o poder decisório do empreendimento, apenas executam as ordens emanadas da associação ou da cooperativa que efetivamente gerenciam os recursos e tomam as decisões administrativas sobre o empreendimento. Ou seja, a obra passa a ser efetivamente dos seus associados ou cooperados, sem necessidade de Afetar o Patrimônio, posto que já são afetados pela sua própria natureza.
Não obstante a estes fatos há que se cuidar também de como esta administração é feita.
Se por uma cooperativa, a idoneidade dos seus administradores, a sua experiência na gestão. Ainda que cooperativas tenham cunho não lucrativo, cobram pelos seus serviços que oneram de alguma forma os custos de construção. As associações puras, ou seja, aquelas constituídas com propósito especifico, têm uma maior transparência e as decisões ocorrem sempre de forma conjunta e os interesses são exclusivos em relação ao empreendimento, ainda que se necessite de pessoal para a administração do empreendimento.
Neste sistema o comprador assume os riscos pelo investimento realizado, pois se o vendedor (construtor) não conseguir viabilizar o empreendimento o investidor corre o risco de perder suas economias investidas no empreendimento.Normalmente as garantias oferecidas pela construtoras são o seu próprio nome ( a tradição, seu conceito etc) as referencias de entrega de outras obras anteriores, ou ainda oferecem um seguro de garantia de entrega, cujos custos, são pagos pelos compradores e não são baratos posto que as seguradoras exigem garantias reais ou de caução.
No sistema por administração a construção é feita por uma construtora contratada pelo proprietário do terreno ou pela própria construtora mediante uma taxa previamente acordada , normalmente de 15% sobre o valor previsto de construção ( materiais e mão de obra) hoje também muito comum. Ocorre entretanto, que ambos os sistemas oferecem riscos. No primeiro, se a construtora quebra, o investidor perde suas economias investidas posto que os recursos pagos foram para o caixa da construtora ou incorporadora e confundiu-se com o seu patrimônio (lembram-se da Encol?).
No segundo os riscos são menores, mas também corre-se o risco da construtora manipular os custos na medida que não há controle externo ou dos compradores sobre estes custos e nem sempre serem as prestações de conta confiáveis.
Para evitar estes inconvenientes o legislador criou a figura do PATRIMONIO DE AFETAÇÃO, ou seja, isolou do patrimônio da construtora/incorporadora os recursos pagos pelos compradores e o empreendimento, ou seja, os mesmos não de confundem com a patrimonio da construtora e são contabilizados em separado através de uma SPE ( Sociedade com Propósito Especifico), inclusive com conta bancária própria e fiscalização de um conselho dos compradores. Ocorre que esta medida não obriga a construtora a adotá-lo, e poucas o fazem.
No sistema PREÇO DE CUSTO, através de associações com propósito especifico ou de cooperativas, as construtoras atuam com meras contratadas, não gerenciando os recursos, nem tampouco tem o poder decisório do empreendimento, apenas executam as ordens emanadas da associação ou da cooperativa que efetivamente gerenciam os recursos e tomam as decisões administrativas sobre o empreendimento. Ou seja, a obra passa a ser efetivamente dos seus associados ou cooperados, sem necessidade de Afetar o Patrimônio, posto que já são afetados pela sua própria natureza.
Não obstante a estes fatos há que se cuidar também de como esta administração é feita.
Se por uma cooperativa, a idoneidade dos seus administradores, a sua experiência na gestão. Ainda que cooperativas tenham cunho não lucrativo, cobram pelos seus serviços que oneram de alguma forma os custos de construção. As associações puras, ou seja, aquelas constituídas com propósito especifico, têm uma maior transparência e as decisões ocorrem sempre de forma conjunta e os interesses são exclusivos em relação ao empreendimento, ainda que se necessite de pessoal para a administração do empreendimento.
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EXEMPLO DE UM EMPREENDIMENTO DE SUCESSO

Este é um exemplo de lançamento de imóveis a PREÇO DE CUSTO onde todos os cuidados foram tomados de forma a dar toda a segurança necessária aos seus investidores.
(Victoria Tower no Ecovile)Quais são eles:
1- Não tem vínculo financeiro com nenhuma construtora, isto é, a construção é feita pelos seus proprietários, que constratam mão de obra, projetos, efetuam as compras de materiais e insumos, enfim o empreendimento é dos seus aderentes que constituiram uma associação com finalidade específica de construir o edificio e adquirirem o terreno;
2- A gestão do empreendimento é feita por um conselho executivo, experiente na questão, nomeado entre seus pares e fiscalizados por um conselho fiscal também constituido por membros da associação;
3- Todas as decisões emanam de um estatuto previamente aprovado em assembléia de constituição da associação proconstrução, portanto são decisões coletivas a que todos se submetem;
4- Qualquer alteração para adequação às condições novas que surjam durante a construção são tomadas e deliberadas em assembléias gerais;
5- As compras de insumos, materiais, serviços etc são feitas pelos gestores e pagas com recursos efetivamente existentes em caixa e de acordo com o memeorial descritivo e do projeto aprovado, sempre mediante orçamentos prévios, onde não apenas preço é sua referencia para aprovação mas também a qualidade definida no memorial descritivo da obra;
6- Não há possibilidade de falência ou concordata ou qualquer outra forma de interrupção, posto que somente se adquire produtos, contrata-se serviços ou efetua compras de qualquer natureza dispondo de recursos em caixa, ou seja, a obra e
é executada mediante o fluxo de caixa, eliminando, desta forma, qualquer risco de inadimplemento das obrigações assuimidas;
7- Não há, desta forma, necessidades de aquisição de seguros de entrega da obra posto que a mesma é resultado da contribuição de todos e de esforço comum para concretizar seus objetivos ( a construção e entrega das unidades habitacionais de cada um dos seus financiadores) e a incorporação é feita pela própria associação, eliminando custos financeiros e trazendo vantagens tributárias significativas para seus compradores;
8- Existem riscos? Sim, pois qualquer atividade esta sujeita a riscos, pois se inserem num contexto onde fatores externos podem dificultar aquilo que se planejou, eventuais inadimplencias de associados que deixam de pagar suas contribuições etc mas, todos estes fatores são plenamente contornados e solucionáveis pelos próprio grupo através de decisões coletivas em assembléias de forma a atender aos interesses de todos, e inadimplentes eventuais são excluidos e suas unidades revendidas a terceiros ou assumidas pelo condominio para posterior venda a preço de mercado e realização de lucros;
9- E as vantagens- O preço de custo que representa 35 a 40% dos preços de mercado praticados, a liberdade de personalização, a flexibilidade de prazos onde paga-se durante a execução da obra e a possibilidade de obter parte do financiamento utilizando recursos do FGTS ou seja, é como se voce estivesse construindo a sua propria casa.
10- Voce participa de todas as etapas, conhece os materiais que estão sendo utilizados, o projeto, os acabamentos e realiza um sonho de ver cosntruido o seu patrimônio e onde o LUCRO FINAL É SEU, SEM INTERMEDIÁRIOS, BANCOS ETC.
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IMOVEIS A PREÇO DE CUSTO
BEM VINDO AO MEU BLOG!
O OBJETIVO DESTE BLOG É INCENTIVAR E ESCLARECER AS VANTAGENS DE AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS A PREÇO DE CUSTO.
SE VOCE TEVE EXPERIENCIAS POSITIVAS E TAMBÉM NEGATIVAS COM ESTE SITEMA DE AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS TERA AQUI UM ESPAÇO PARA DISCUSSÕES E ESCLARECIMENTOS DOS CUIDADOS QUE DEVERÁ TOMAR AO ADQUIRIR IMÓVEIS POR ESTE SISTEMA.
COMO DIZ O VELHO DITADO " NEM TUDO QUE RELUZ É OURO", PORTANTO, UMA EXCEPCIONAL FORMA DE AQUISIÇÃO QUE TRAZ INÚMERAS VANTAGENS ECONOMICAS E TRIBUTARIAS PARA OS SEUS ADERENTES TAMBÉM PODE SER UMA "FURADA" SE VOCE NÃO TOMAR ALGUNS CUIDADOS BÁSICOS E CONHECER PROFUNDAMENTE O SISTEMA PREÇO DE CUSTO.
SEJA BEM VINDO!
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COMO DIZ O VELHO DITADO " NEM TUDO QUE RELUZ É OURO", PORTANTO, UMA EXCEPCIONAL FORMA DE AQUISIÇÃO QUE TRAZ INÚMERAS VANTAGENS ECONOMICAS E TRIBUTARIAS PARA OS SEUS ADERENTES TAMBÉM PODE SER UMA "FURADA" SE VOCE NÃO TOMAR ALGUNS CUIDADOS BÁSICOS E CONHECER PROFUNDAMENTE O SISTEMA PREÇO DE CUSTO.
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